sexta-feira, 27 de maio de 2016

Há projetos muito especiais...

Na nossa sala surgiu a pergunta "Porque é que as pessoas cegas têm na mesma os olhos abertos?".
De imediato fomos pesquisar mais sobre a cegueira, as suas causas, se o problema está no olho ou na pálpebra, como se escreve e se lê quando se é cego...
No entanto, havia algumas perguntas para as quais não encontramos uma resposta fácil e por isso tivemos a ideia de entrevistar uma pessoa cega. A mãe do André tem um colega que é cego, o Gonçalo, e que gentilmente se disponibilizou para responder às nossas perguntas escritas... Parte do projeto foi então construído através da análise da entrevista e das descobertas feitas.

Chegou a altura da comunicação e toda a gente sabia na ponta da língua as várias descobertas!
Com este projeto descobrimos ainda curiosidades diferentes: todos os medicamentos têm braille, os semáforos emitem um som quando se pode atravessar a passadeira, os telemóveis já têm a possibilidade de escrever e ler mensagens a partir da voz...

Chegou ao fim do projeto e continuavam a haver perguntas sem resposta:
- As pessoas cegas podem ir ao cinema?
- Podem conduzir?
- Como é que desenham?
- Como é que sabem onde está a carne no prato, para poderem cortar a comida?

Muitas destas perguntas só podiam ser respondidas se tivessemos a possibilidade de conhecer pessoalmente alguém cego. Foi aí que novamente o Gonçalo se mostrou disponível. A ansiedade era mais que muita, a curiosidade também, mas no final a mensagem essencial passou: ser cego não impossibilita de quase nada. Na verdade, há estratégias que permitem fazer a vida praticamente normal. 
A conversa com o Gonçalo terminou com uma pequena explicação e leitura em braille do livro da Marta.


Este foi um projeto especial: aprendemos muito, encontramos realidades diferentes e percebemos como podemos também ajudar.
Obrigada à família do André e ao Gonçalo que com grande disponibilidade nos abriram mais uma porta para a vida!

Criatividade ao mais alto nível!

Realmente as ideias mais espontâneas são aquelas que mais nos surpreendem!
Na área dos jogos e construções, o Eric, a Júlia e o André tiveram esta ideia.
Em vez de usarem os blocos para as habituais construções, decidiram escrever o seu nome! 


Aqui é visível a diversidade de funções que os materiais podem ter, quando se é criativo! 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Lisboa em modo visita guiada!

A convite da sala da Marta, que nos fez uma comunicação sobre os monumentos, embarcamos numa visita guiada por Lisboa.

Passamos em vários sítios, que assinalamos, e nos quais contamos um pouco da história de Lisboa:
- Casa dos Bicos
- Praça do comércio com a estátua de D. José I
- Praça da figueira
- Marquês de Pombal
- Parque Eduardo VII
- Jardim da Estrela
- Mãe de água das amoreiras
- Aqueduto das águas livres
- Padrão dos Descobrimentos
- Torre de Belém


Em Belém saímos do autocarro, para passear e tirar algumas fotografias.



 Foi uma viagem lúdica e de grande enriquecimento cultural.

As artistas mais versáteis invadiram a sala!

A ansiedade e o carinho eram mais que muitos! O dia da mãe chegou e com ele o culminar de grandes preparativos. 
Como tínhamos falado de vitrais, resolvemos oferecer um a cada mãe. Assim, pudemos experimentar pintar no vidro, com tintas de verniz.
Cada um fez a sua obra de arte!

No dia marcado recebemos as mães e com elas reproduzimos as nossas obras de arte, com recorte e colagem. Ficaram autênticas réplicas!



 Obrigada a todas pelo entusiasmo e dedicação!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Recebemos recibos "quando pagamos, os táxis dão"! E os manuais, as revistas e as bulas?

Esta semana falamos de alguns suportes de escrita, bem como das suas funções. 

Em grande grupo observamos dez suportes de escrita: uma fatura, uma carta dentro de um envelope, um recibo, um jornal, uma bula de medicamento, uma autorização dos pais, um folheto de supermercado, uma revista, um manual do 2º ano e um livro de histórias.

Primeiro, os suportes de escrita foram levantados um a um e identificado o seu nome. Posteriormente, discutimos em grupo as funções dos vários suportes. 


Conseguimos identificar todos os suportes de escrita apresentados!
No caso do manual escolar, chamamos-lhe “livro para aprender”. 
O folheto de hipermercado foi chamado de “revista do supermercado” e a bula do medicamento “papel dos medicamentos”. 
Em alguns casos, associamos a utilização dos suportes de escrita a situações reais, como é o caso do recibo – “quando pagamos, os táxis dão” – ou do manual escolar – “para aprender o corpo humano”.

Passem na nossa sala para ver mais respostas!


terça-feira, 22 de março de 2016

Caça aos ovos no parque - uma publicação de outra autoria!

"O André trouxe ovos para a escola e decidimos fazer uma caça aos ovos. Fomos para o parque e fizemos a caça aos ovos lá. Alguns amigos demoraram mais tempo a encontrar os ovos e alguns menos. Os amigos que já tinham encontrado ajudaram os outros.
Quando encontramos os ovos, fomos para um tronco e sentamo-nos lá a comer. Os ovos da Rita e da Bia estavam muito bem escondidinhos. Depois de acabarmos os ovos, fomos para dentro do parque brincar. Obrigada ao André!"

Madalena, Bárbara e Marta

(Enquanto eu via estas fotografias, a Madalena, a Bárbara e a Marta aproximaram-se e disseram que queriam ajudar a escrever texto. Por isso, este texto é totalmente escrito - como quem diz ditado! - pelas três.)

A sala da Marta Reis deseja a todos uma ótima Páscoa!








segunda-feira, 21 de março de 2016

Dia do pai ou dia dos artistas?

Há dias muito especiais na vida da nossa escola - aqueles em que recebemos a nossa família na sala são sempre os mais desejados! Assim foi a véspera  do dia do Pai, na última sexta-feira.

Os pais foram chegando e tínhamos tudo preparado. Prenda completa e embrulhada, sala organizada, pequeno-almoço feito e delicioso!

Este ano decidimos que a prenda seria uma máquina fotográfica de madeira que pode funcionar como moldura, pisa-papeis ou organizador de livros. Na sala os pais teriam de mostrar o seu lado mais artístico e desenhar os filhos. Tal como aprendemos no projeto das fotografias, antes de existirem máquinas fotográficas só conseguíamos guardar imagens através de retratos feitos à mão.

Os filhos foram os modelos mais queridos e os pais os artistas mais empenhados!






Os produtos estão à vista, os momentos guardados na memória e a felicidade registada para mais tarde recordar...